Informação errada sobre reciclagem circula há décadas e continua influenciando o jeito como as pessoas separam. Veja dez das mais frequentes.
1. “O caminhão mistura tudo de novo”
Mito, na maioria dos casos. O caminhão da coleta seletiva é diferente do caminhão comum e descarrega em central de triagem. O que existe é o contrário: quando o morador mistura tudo, boa parte vira rejeito e vai mesmo para o aterro.
2. “Precisa lavar tudo com detergente”
Mito. Um enxágue rápido basta. Gastar água tratada e detergente para limpar embalagem anula parte do ganho ambiental.
3. “Caixa de pizza engordurada é reciclável”
Parcialmente. A parte limpa da caixa, sim. A parte impregnada de óleo não se desfaz corretamente na recicladora e deve ir no resíduo comum ou na compostagem.
4. “A tampinha tem que ser separada da garrafa”
Desatualizado. A maioria das centrais separa tampa de corpo da garrafa. O importante é que a tampa não vá solta e pequena demais para a triagem.
5. “Papel higiênico e guardanapo são papel”
Mito. A fibra já está curta demais e o material está contaminado. Vão no resíduo comum ou, se não tiverem produto químico, na compostagem.
6. “Isopor não é reciclável”
Mito. É reciclável e tem mercado. O problema é o volume: transporte caro inviabiliza a coleta sem compactação prévia.
7. “Vidro quebrado não serve mais”
Mito. Caco é exatamente o que a indústria quer. Só precisa ser embalado com segurança para quem vai manusear.
8. “Plástico biodegradável pode ir na reciclagem”
Mito, e é um problema sério. Plástico compostável contamina o lote de plástico convencional e altera as propriedades do material reciclado. Ele tem destino próprio: compostagem industrial.
9. “Espelho é vidro”
Mito. Tem camada metálica e ponto de fusão diferente. Vai com o entulho, não com o vidro.
10. “Reciclar resolve o problema do lixo”
Mito confortável. Reciclagem é a terceira opção, depois de reduzir e reutilizar. Ela consome energia, água e transporte. O resíduo que não é gerado continua sendo o melhor resíduo.
Na dúvida sobre um material específico, pergunte a quem recolhe. Cada região tem mercado e capacidade de triagem diferentes.