A reciclagem começa muito antes do caminhão passar: ela começa na pia da cozinha. Quando o material sai de casa limpo e separado, ele chega à cooperativa em condições de virar matéria-prima nova. Quando sai misturado, boa parte vira rejeito e segue para o aterro.
Por onde começar
Você não precisa de cinco lixeiras coloridas. Na prática, duas já resolvem a maior parte do problema: uma para resíduo úmido (restos de comida, papel sujo de gordura, guardanapo usado) e outra para resíduo seco (plástico, papel, papelão, vidro e metal). A separação fina por tipo de material acontece depois, na triagem.
O que vai no seco
- Plástico: garrafas PET, embalagens de produtos de limpeza, potes de iogurte, sacolas e tampas.
- Papel: folhas, cadernos, envelopes, caixas de papelão desmontadas.
- Vidro: garrafas, potes de conserva e frascos — inteiros ou quebrados, embalados com cuidado.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, tampas metálicas e papel-alumínio limpo.
O que não vai
Papel higiênico, fralda, absorvente, bituca de cigarro, espelho, cerâmica, porcelana e papel plastificado não entram na coleta seletiva comum. Pilhas, baterias, lâmpadas, eletrônicos, remédios vencidos e óleo de cozinha têm pontos de entrega específicos — nunca a lixeira comum.
Três hábitos que mudam o resultado
1. Enxágue rápido. Não precisa lavar com detergente. Uma passada de água na embalagem já evita que o resto de comida contamine o papel que está do lado.
2. Deixe secar. Material molhado dentro do saco mofa e estraga as aparas de papel.
3. Amasse e desmonte. Caixa de papelão aberta e garrafa amassada ocupam até cinco vezes menos espaço — no seu lixo e no caminhão.
E a tampa da garrafa?
Pode ir junto. Hoje a maior parte das cooperativas tem condição de separar a tampa (polipropileno) do corpo da garrafa (PET). O que não se deve fazer é jogar a tampa solta no chão ou na pia: por ser pequena, ela escapa da triagem com facilidade.
Onde entregar
Se o seu bairro tem coleta seletiva municipal, basta respeitar o dia da semana. Se não tem, procure um ponto de entrega voluntária, uma cooperativa de catadores da região ou uma empresa de coleta particular. Condomínios com volume relevante costumam conseguir retirada programada sem custo, porque o material tem valor de mercado.
O primeiro mês dá trabalho. A partir do segundo, separar vira automático — e o volume que vai para o aterro cai de forma visível.